Mensagem de Nancy Baron aos cientistas: “Simplificar não é estúpido”

DSC_5831

Profissionais de 16 países espalhados um pouco por todo o mundo marcaram presença na primeira conferência internacional da comunicação das ciências marinhas que começou esta segunda-feira. Inglaterra, França, Brasil, Bélgica, Estados Unidos, Espanha, entre outros, foram os países representados, com projetos na área da divulgação não só direcionados para o público, mas também para os responsáveis pela definição de políticas.

A uma plateia constituída maioritariamente por investigadores e cientistas desta área, mas também por alguns comunicadores e jornalistas, Nancy Baron (*), diretora do departamento para divulgação de ciência do projeto COMPASS, inaugurou o evento com uma promessa: tornar a plateia mais multifacetada. “No final, quero que percebam que podemos ser ambos comunicadores e especialistas em ciência marinha”. Habituada a lidar com cientistas e a treiná-los de modo a desenvolverem competências no que a comunicar diz respeito, deixou uma série de conselhos e técnicas para que seja passada uma mensagem clara de forma bem-sucedida.

Em resumo, abordou com os 4 P’s  necessários neste trabalho: Paixão, Preparação, Prática e Persistência. “Ser um comunicador faz de nós melhores cientistas e geralmente os que admiramos acabam por ter posições de liderança e a serem procurados para darem mais informações sobre as suas pesquisas”, sublinhou. A especialista, que já deu uma série de seminários sobre este tema, enfatizou que o cientista deve adequar o seu discurso de acordo com as necessidades da sua audiência. “Quando estão a falar com um jornalista, lembrem-se que não estão a falar com um colega”, exemplifica.

Em comum, para todos eles, está o colocar o “jargão” de lado. “O que é simples não é estúpido. A simplicidade é elegância. É um desafio e dá trabalho”, esclarece.

O uso de metáforas para explicar a investigação, o reforçar da mensagem e o recurso ao termo jornalístico “soundbite” (expressão que fica no ouvido) são outros conselhos para que os cientistas possam mais depressa, passo a expressão, de acordo com o contexto da conferência, de certa forma “vender o seu peixe”.

Uma outra ferramenta, segundo a especialista que adiantou ter-se debatido ela própria com esta ideia, é transformar os problemas em soluções e oferecer mensagens de esperança, otimismo e histórias de sucesso. Desta forma, direcionando para uma vertente positiva, foi possível a vários cientistas auxiliados pelo projeto liderado por Nancy Baron, terem as suas publicações a serem mais citadas pelos media, fazendo passar a mensagem, desta forma, para o público.

(*) Nancy Baron, zoóloga e escritora galardoada na área da ciência, auxilia cientistas da área marinha e do ambiente a comunicar as suas pesquisas e a traduzir os seus resultados por forma a que sejam compreendidos, salientando a sua relevância.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s